Um fim de semana na Ilha do Mel – PR

Um fim de semana é muito pouco tempo para você curtir tudo o que a Ilha do Mel tem a oferecer, mas ainda assim dá para você conhecer muita coisa 😉
Chegamos a Pontal do Sul no meio da tarde, onde deixamos o carro estacionado e optamos por ir até a ilha com serviço de Táxi Náutico, tornando a travessia mais rápida (em torno de 10 minutos), sendo assim não precisaríamos esperar pelo horário da próxima barca. Aprovamos a nossa escolha!!

Chegamos na ilha no mesmo ponto que a barca nos deixaria, no píer de Encantadas que é o mais próximo da nossa pousada. A ilha possui dois pontos de desembarque, Encantadas e Brasília, certifique-se qual é o mais próximo de sua pousada ou você terá que andar muito.
Se você tiver com muita bagagem, pode contratar o serviço de carregadores para levar as suas malas até a pousada, os preços variam de acordo com as distâncias das pousadas.

A Praia de Encantadas é bem movimentada, pois é o ponto de chegada da maioria dos turistas vindos de Pontal do Sul ou Paranaguá. Ali você encontra várias pousadas, restaurantes, mercado, centro de informações ao turista, posto de saúde e posto policial.

A Igrejinha de Nossa Senhora de Fátima, está localizada logo em frente ao trapiche de chegada a praia de Encantadas.

Para quem não quiser ir caminhando até a praia de Brasília, é possível fazer o percurso de barco que parte em vários horários. Próximo ao trapiche de Encantadas, está a tabela de horários da travessia.

O sábado infelizmente amanheceu com o tempo fechado,  mas resolvemos começar a explorar a ilha mesmo assim, nossa primeira parada foi na Gruta das Encantadas.
Ela está há poucos minutos de caminhada da praia de Encantadas, sendo considerada o patrimônio natural mais importante da Ilha do Mel.
O morro da gruta é formado por uma rocha chamada migmatito, sendo dividido por um veio de rocha negra, o diabásio. A gruta se formou pela ação do mar sobre o diabásio, que é menos resistente que o migmatito.
Há uma passarela de madeira que leva até a entrada da gruta, que é repleta de lendas de sereias e histórias de pescadores 😉
Nesta manhã a maré estava um pouco alta, mas ainda assim foi possível entrar na gruta.

Continuamos caminhando em direção da Praia do Mar de Fora uma praia extensa, com vegetação nativa, areia fofa e clara. O mar é mais agitado, com boas ondas para o surf. Possui uma praça de alimentação, mas não paramos, pois tínhamos acabado de tomar café da manhã.

Seguimos pela praia, chegamos a Ponta da Nhá Pina, como o dia estava chuvoso, o acesso ao local estava bem escorregadio, e é preciso tomar cuidado com a vegetação que possui espinhos nas pontas e pode acabar arranhando as pernas.
Apesar do tempo fechado e forte vento, a vista do alto é muito bonita e bem na ponta está uma pequena Capela de São Francisco de Assis.

Descemos pelo mesmo caminho e fomos em direção a uma bandeira vermelha (foto acima), onde fica a subida para o Morro do Sabão, de onde temos a vista da próxima praia, a Praia do Miguel. Uma praia de mar aberto, agitado e que estava praticamente deserta, se não fosse pelos outros aventureiros, que como nós enfrentavam a garoa fina!!

Ao fim da praia pegamos um caminho que nos levou a Vila do Farol, por lá fizemos uma parada para descansar um pouco as pernas e também almoçar no Restaurante Mar e Sol.

Mas a parada não foi longa, logo continuamos a percorrer a vila cheia de restaurantes e charmosas pousadas até chegar a escadaria que dá acesso ao Farol das Conchas.

O Farol das Conchas foi construído em 1972 com materiais vindos da Escócia, por ordem de D. Pedro II. Seu objetivo é orientar os navegadores que chegavam a baía de Paranaguá.

A parte interna do farol não está aberta a visitação, porém do alto do Morro das Conchas você tem a vista de praticamente toda a Ilha do Mel.

Agora seguimos em direção a vila de Nova Brasília, onde fica o outro trapiche de acesso ao continente. Nesta vila também há grande concentração de bares, restaurantes, pousadas, lojinhas além de posto de saúde, escola e posto policial.

Fizemos mais uma rápida parada para um chocolate quente no Café da Ilha, afinal o dia estava bem frio.

Próximo ao Nova Brasília, está o Istmo que é a parte mais estreita da ilha, onde é possível ver o mar dos dois lados. Esta área sofre um processo de erosão desde 1930, mas hoje a água do mar já não atravessa mais de um lado pro outro, como de acordo com relatos, aconteceu em 1995.

Já passava do meio da tarde, mas ainda assim resolvemos continuar caminhando em direção a Fortaleza de Nossa dos Prazeres. Como já estávamos caminhando o dia inteiro, a praia que dá acesso a fortaleza parecia não ter fim 🙁

A essa altura, encontramos muita gente já fazendo o caminho de volta, mas fomos em frente. A maré já estava bem alta e por isso não pudemos entrar pela frente da fortaleza e sim por uma pequena escada na lateral.

A Fortaleza de Nossa Senhora dos Prazeres foi construída entre os anos de 1767 e 1770, por ordem de Dom José I, com o objetivo de proteger a Baía de Paranaguá dos ataques de piratas e espanhóis.

Originalmente a fortaleza possuía a esquerda o corpo da guarda e a direita duas prisões. Encostadas nas muralhas internas estavam o quartel da tropa e a casa do comandante. Na parte inferior, ficavam a casa da pólvora e a capela.

Restaurada pelo IPHAN, possui vários painéis explicativos em todas as áreas, além de uma biblioteca central com um atendente muito simpático e comunicativo, que nos deu muitas informações sobre a fortaleza e a história da ilha.

A partir da fortaleza também é possível chegar ao Morro da Baleia,  onde estão uma bateria de canhões de maior alcance e com equipamentos giratórios, que permitiam a guarda dos dois canais de acesso à baia.

Após a pequena trilha de acesso ao morro, sendo a maior parte o caminho feito de terra, você consegue ter uma visão completa da fortaleza, da praia (neste horário completamente tomada pela maré alta) e da reserva ecológica. Imperdível 😉

Hora de voltar, e como a maré estava muito alta, preferimos voltar pela trilha em meio a Estação Ecológica. Encontramos mais pessoas a pé e de bicicleta percorrendo a mesma trilha.

Ao chegarmos a vila de Nova Brasília, o último barco que fazia travessia para Encantadas já havia partido. A saída foi voltarmos de táxi náutico, pois as pernas não aguentavam mais um passo… hehehe

Depois de tanta caminhada, o domingo foi um dia de descanso, curtir a praia de Encantadas e claro, começar a planejar o retorno para esse pedacinho de paraíso!!!!

Ilha do Mel - PRPraias
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